O que preparar antes de pedir um site para o seu negócio
As fotografias, o logótipo, a informação que só o dono do negócio tem e os acessos que fazem um website ficar pronto no prazo, com uma lista para ter tudo à mão antes de pedir propostas.

Porque é que os sites se atrasam
Quando um site demora mais do que devia, raramente é por causa do desenho ou da programação. O mais comum é o projeto ficar parado à espera de material: as fotografias que ficam para a semana seguinte, o logótipo que só existe numa fatura antiga, a lista dos serviços que ainda se está a fechar, o acesso ao domínio que ninguém sabe onde para. Cada uma destas coisas parece pequena, mas juntas chegam para atrasar um site semanas.
Quase tudo isto se prepara antes de pedir propostas, e sem conhecimentos técnicos nenhuns. Quem quer começar o ano com site novo ganha muito em juntar o material agora, porque é ele que decide quando o site fica pronto.
As fotografias
São o que mais pesa na primeira impressão. Quem procura um negócio local quer ver o sítio onde vai entrar e as pessoas que o vão atender, e as fotografias de banco de imagens ou geradas por inteligência artificial reconhecem-se ao longe. Para começar, basta um telemóvel recente, com a lente limpa, e luz natural.
Vale a pena fotografar:
- a fachada e a entrada, para quem vem pela primeira vez saber o que procurar;
- o espaço por dentro, arrumado e com as luzes acesas;
- a equipa a trabalhar, e não só a posar;
- o trabalho feito ou os produtos, de perto;
- os pormenores que distinguem o negócio dos outros.
Fotografe de dia, na horizontal e na vertical, e sem zoom. Se aparecerem clientes, peça-lhes autorização antes. As mesmas fotografias servem depois para o perfil do Google, que é muitas vezes a primeira coisa que alguém vê do negócio.
O logótipo
Peça a quem o desenhou o ficheiro original, de preferência em SVG ou PDF, ou então um PNG com fundo transparente. Um logótipo tirado de uma fotografia ou de um papel digitalizado fica desfocado nos ecrãs grandes. Se o negócio ainda não tiver logótipo, ou se o único que existe for o que está pintado na montra, diga-o logo no início, para se decidir o que fazer antes de o site começar.
A informação que só o dono do negócio tem
Há coisas que nenhum fornecedor consegue adivinhar, e ajuda muito tê-las escritas, mesmo em tópicos:
- os serviços, com o que inclui cada um;
- os preços, ou pelo menos um valor de referência, se os quiser mostrar;
- o horário, com o que muda nos feriados;
- onde fica e a zona onde trabalha;
- os contactos que alguém atende: o telefone, o WhatsApp e o email;
- as perguntas que os clientes fazem mais vezes ao telefone;
- dois ou três testemunhos de clientes, com autorização para usar o nome.
As perguntas frequentes merecem um cuidado especial. São as dúvidas que fazem um cliente hesitar (quanto custa, se há estacionamento, como é a primeira vez), e um site que lhes responde poupa telefonemas e ajuda quem ainda está a decidir.
Os acessos e os dados
Esta é a parte mais aborrecida, e é a que mais vezes encrava um projeto já perto do fim:
- O domínio. Se o negócio já tem endereço (como onomedoseunegocio.pt), descubra onde está registado e quem tem o acesso. Se não tem, convém que fique registado em nome do negócio, como explicámos no artigo sobre quanto custa um site e o que deve vir incluído.
- O perfil do Google. Quem vai tratar do site e do perfil precisa de acesso de gestor, que se dá em poucos minutos e sem passar palavra-passe nenhuma.
- O email dos pedidos. Para onde devem ir os pedidos do formulário e quem os pode ler.
- Os dados para a política de privacidade. Um site que recolhe contactos num formulário precisa de uma, e para isso é preciso saber quem é o responsável pelos dados: o nome ou a empresa, o NIF, a morada e um email.
A lei obriga ainda a maior parte dos negócios a ter no site, bem à vista, a ligação ao Livro de Reclamações Eletrónico. Disso trata quem faz o site, mas é bom saber que tem de lá estar.
Uma lista para ter à mão
- Fotografias reais do espaço, da equipa e do trabalho, tiradas de dia.
- O logótipo no melhor ficheiro que houver.
- Os serviços, com o que inclui cada um e, se quiser, os preços.
- O horário, a zona e os contactos que alguém atende.
- As perguntas que os clientes fazem mais vezes.
- Dois ou três testemunhos, com autorização para usar o nome.
- O domínio, onde está ou em nome de quem vai ficar, e o acesso de gestor ao perfil do Google.
- O email dos pedidos e quem é o responsável pelos dados.
Como fazemos na OptizeoDigital
Trabalhamos a partir de Guimarães com negócios de todo o país, e pedimos o material todo numa só mensagem, logo no arranque, para não andar a pedir aos bocados durante semanas. No Essencial, a informação de base vem do dono do negócio; no Completo, os textos são escritos por nós, a partir de uma conversa. Os dois incluem a otimização inicial do perfil do Google, e é para isso que pedimos o acesso de gestor. A política de privacidade e a ligação ao Livro de Reclamações tratamo-las nós.
O Essencial e o Completo ficam no ar em 15 dias úteis a contar do dia em que temos o material, e é por isso que esta lista faz tanta diferença. O que inclui cada escalão está na página dos sites.
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